sábado, 24 de dezembro de 2011

Histórias Felizes.


 
Parece que é Natal, e portanto, como a tradição faria o favor de mandar, este devia ser o momento em que se deseja a todos um feliz Natal.

Mas porque por aqui a tradição não goza de boa fama, quero mais é desejar-vos dias felizes. Muitos dias felizes. O de hoje, e os outros todos que vêm depois. Dias cheios de lugares e momentos, partilhados com pessoas que tornam as nossas histórias um bocadinho melhores do que eram antes.
Porque são as histórias que importam. Porque são elas que dão uma estrutura e um sentido a tudo o que acontece. Portanto meus queridos, criem histórias, vivam histórias, contem histórias, partilhem histórias. E a todos aqueles com quem eu partilho as minhas também (as deste blog e as outras), desejo-vos a todos muitos dias muito felizes.

(E no que ao Natal diz respeito, as mensagens de telemóvel estão para o facebook da mesma maneira que os livros estão para os e-books. Parece que se perdeu qualquer coisa. Por isso, amigos do meu coração, vou melgar-vos os telemóveis com todo o meu amor, estejam por cá, por NY por Londres ou pela conchinchina!)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A walk in the park.




Há passeios que são apenas isso mesmo. Outros, que abrem portas, janelas e portais para realidades paralelas inesperadas. É daquelas coisas.
Num momento tens à tua volta àrvores cadavéricas que te acenam numa nudez cinzenta, o céu prestes a cair, o chão quase a rasgar-se, pronto a engolir-te. À tua frente, desenha-se o pior dos desfechos.
No momento seguinte, e na companhia certa, o cinzento já não é tão cinzento, o ar já não é tão gelado, o céu é um bocadinho mais azul, e o chão apara cada um dos teus passos. E de repente, é como se entrasses numa esfera autística onde só entra quem quiseres, o que quiseres, no momento em que achares oportuno. Pouco importa como acaba o passeio ou que vais encontrar quando lá chegares. Não fazem falta muitas palavras, nem conversas metafísicas, nem preencher o ar de ruído.
Porque em certas companhias o silêncio é confortável.
Porque a realidade se pode transformar e a paisagem transfigurar-se de cada vez que experimentares olhar.
Porque certos passeios no parque abrem possibilidades.
E eu gosto.*



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nova morada.



A Chiquelette mudou de morada. Pelo menos até que a inspiração, as ideias e a retórica se desbloqueiem. Até ver, estará fechada a sete chaves no palácio da lua que, devo desde já avisar, sobretudo às almas mais propensas a estados depressivos, é um lugar bem atento às vontades da melancolia. E porque não me atrevo a qualquer tentativa criativa enquanto leio este senhor, deixo-vos uma pérola do mestre...

«As nossas vidas são determinadas por múltiplas contingências», disse eu a certa altura, tentando ser tão sucinto quanto possível, «e, todos os dias, lutamos contra estes choques e acidentes a fim de mantermos o nosso equilíblio. Há dois anos, por razões simultaneamente pessoais e filosóficas, decidi desistir dessa luta. Não porque quisesse matar-me, mas porque pensava que, ao abandonar-me ao caos do universo, o universo acabaria talvez por me revelar uma qualquer secreta harmonia, uma qualquer forma ou padrão que me ajudaria a penetrar em mim mesmo. A ideia fulcral era aceitar as coisas tal como elas são, era ir à deriva na corrente do universo. Não estou a dizer que tive êxito no caminho que decidi trilhar. Na realidade, fracassei miseravelmente. Mas o fracasso não vicia, não macula, a sinceridade da tentativa.»

Amen.

@ Palácio da Lua, Paul Auster

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Português Suave.




É o encanto de se ser Português. Vamos estando e ficando meio apáticos, meio felizes, meio perdidos, meio encontrados. Com medo de rir demasiado, ou de gostar demasiado, ou de nos mexer demasiado, não vá o diabo tecê-las, e o mundo provar-nos que estávamos enganados. E vamos cultivando estes amores e vontades meio mornos, meio transparentes, até que alguém, que não nós, os valide publicamente e grite aos quatro ventos que esse amor agora é da humanidade inteira. E nem aí mostramos os dentes, nem fazemos caretas, nem elevamos a voz, nem perdemos a compostura, nem reivindicamos nada. Com sorte ainda pensamos "eu sempre disse isto, porque é que nunca ouviram?" Português suave, portanto.

Posto isto, reitero a minha paixão profunda e absoluta por gentinha esquisita e estranha e difícil de gostar à primeira vista. Os que não sabem onde por as mãos no decorrer de uma conversa, os que reagem fora do contexto, os que cantam no meio da rua, os que se riem a bandeiras despegadas, os que nunca conseguem acabar uma frase porque a voz nunca consegue acompanhar a cadência das ideias. Parece-me a mim, que tenho a sorte de conhecer alguns. Weirdos e bichos do mato deste mundo, sou vossa fã.*


Btw, kinder surpresa da paragem do 709, encaixas perfeitamente na categoria de weirdo. Potencial.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Kinder Surpresa




O mundo está cheio de surpresas, e as pessoas também.
Há uns tempos disseram-me que todas as pessoas têm na tua vida um prazo de validade, existem as que ficam 2 anos, outras que ficam 20, e outras 5 minutos. Ainda que na altura isto me tenha soado a cinismo fácil, tendo a acreditar que é a mais pura das verdades. O segredo está em aproveitar cada minuto, cada pedacinho, e nos deixarmos surpreender pelas pequenas coisas que vamos encontrando no caminho. E se te permitires a esta experiência, vais acabar por perceber que a tua vida está cheia de kinder surpresas prontos a serem descobertos!
E as surpresas vêm de todos os lados. Vais encontrá-las não só em alguém que acabaste de conhecer na paragem do autocarro, como naqueles que sempre te rodearam mas que o hábito não te deixou ver para além do óbvio. Por isso, o melhor a fazer é pegar em cada oportunidade, tirar-lhe a prata, dar uma trinca e descobrir a surpresa!

PS. Ao kinder surpresa da paragem do 709 (weirdo enough to make me curious).*

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Encontro.



Na semana passada houve disto, e não podia ter sido melhor.
Pela acidez, pelo desencanto latente, pela amargura, pelas histórias de pessoas erradas, e por todas as outras imperfeições que o tornam perfeito. Na plateia o silêncio gelado, olhares cheios de água e sorrisos torcidos. Todos à espera que o último minuto se demorasse um bocadinho mais.

Parece-me que é assim que se encontra o que se procura. Sempre tive inveja das pessoas que sabiam o que procurar. De quem não conseguia pensar em mais nada se não no ruído do filme a passar pela abertura da câmara fotográfica, os que passavam noites ao relento para encontrar constelações ou horas na cozinha à procura das texturas e sabores perfeitos.

E porque naquele momento só queria saber dizer metade daquelas palavras, já devo ter encontrado qualquer coisa. Parece-me.*


P. Auster @ Lisboa e Estoril Film Festival

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nothing to declare.



Queria comprar um bilhete só de ida para qualquer sítio recôndito deste planetazinho demasiado pequeno. Ir sem nada a declarar, sem histórias nem memórias na bagagem. Só ir. E reinventar tudo mais uma vez, e outra vez, e tantas vezes quantas fossem precisas até que todos os pedacinhos se voltassem a colar. Fui.*

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Náuseas.



Odeio coisas lamechas. Ramos de flores, textos cheios de ideias bonitas sem consequências, poemas, peluches, e outras coisas fofinhas. Bbblllaaarrrrggghhhhh!
E aqui deixo uma ideia milionária para as floristas desta vida: pacote náusea romântica - na compra de um ramos de flores, oferta de uma embalagem de guronsan! Certo. Pagar uma bebida no Lux devia de ser mais ou menos o limiar do romantismo aceitável, estamos entendidos?!

Agora a sério...
Sabes há quanto tempo é que não me ofereces flores?! Ainda que hoje em particular esteja contra as coisas fofinhas em geral, quero flores, e palavras, e música, e sorrisos parvos, e todas as coisas bem lamechas a que uma mulher tem direito. E já agora, alguém suficientemente homem, capaz dessas coisas todas.*

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Me myself and my glass of wine.


Um bocadinho de silêncio cá por casa também é bom de vez em quando. Nem sempre, só às vezes.
Hoje, sou eu e uma garrafa de Chaminé. Não há relações perfeitas, mas esta anda muito perto.*

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Espaço.



A coisa boa de termos o nosso espaço, é podermos enchê-lo de pessoas que gostamos quando, como e quantas vezes nos apetecer, lavar a louça três dias depois sem qualquer sentimento de culpa, e coleccionar os troféus de guerra.

E quando há gente a atravessar oceanos para vir partilhar esse espaço contigo, não podes senão ter a certeza de que a guerra tem valido muito a pena.*

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Serviço à humanidade.




Porque este blog não tem vocação para ser um poço de ressabiamento (durante muito tempo), exige-se uma mudança de perspectiva. Pois que por aqui, as mulheres são tendencialmente seres brandos e inocentes, enquanto os homens são galifões de garras afiadas prontos a arruinar a nossa visão cor de rosa do mundo.

Guess what?! Não somos santas, nem vítimas de coisa nenhuma, nem tão pouco poços de bondade infinita. Não conheço nenhuma que o seja (por mais que às vezes aparente).

Então aqui ficam alguns segredos, e fica-se por aqui o meu serviço à humanidade.
#1. Dizemos normalmente "não" quando queremos dizer "sim", mas dizemos na maioria das vezes "talvez/não sei" porque gostamos de ver o quão corajoso, e seguro e certo do que quer é o homem que está ao nosso lado. 
#2. Quando fazemos uma birra daquelas que arruínam o humor ao melhor dos samaritanos, estamos na verdade a pedir que nos agarrem com força, nos dêem um beijo daqueles e nos digam o que queremos ouvir.
#3. Se fazemos uma cena de ciúmes porque deitaram o olho à miúda jeitosa que passou, não é porque temos ciúmes vossos ou achemos que têm alguma hipótese com ela, é porque na verdade queríamos ter aquele rabo e aquelas pernas para olharem para nós também (não necessariamente vocês), mas sabemos que somos demasiado preguiçosas para isso.
#4. Se ligamos mais vezes do que devemos e mandamos mais mensagens do que o aceitável, estamos apenas a mostrar-vos o que queríamos que nos fizessem.
#5. Se dizemos que flores são uma piroseira do pior e odiamos essas cenas românticó-pindéricas, é porque estamos à espera que no dia seguinte estejam à porta do trabalho com um ramos de flores (esta é tão óbvia que até me custa que não percebam de imediato).
#6. Se dizemos que nunca na vida nos vamos casar, que odiamos isso do contrato que nos obriga a estar juntos a vida toda, pure bullshit, aí tratem logo de comprar o anel de uma vez por todas e levar a menina à Basílica da Estrela para marcar a data... tá?!

Muito agradecida.*

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BFF



Devia ser tudo tão simples quanto o comando da tua televisão te permitisse.
Se o tédio se instala mudas de canal. Podes acrescentar legendas sempre que precisares. Se há coisas que não foram ditas, pedes mais informações. Se te enganaste na escolha podes sempre fazer exit, e se por acaso suspeitares que não aproveitaste bem a viagem ou te escapou algum detalhe podes sempre voltar atrás.
Tudo uma questão de saber encontrar os botões certos. Fosse tudo assim tão simples...*

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Silogismo regular.



(Premissa maior) Sou tão feliz quando estou contigo.
(Premissa menor) Sou a pessoa mais infeliz do mundo cada vez que vais embora.
(Conclusão) Em média, sou mais (vezes) feliz de estiver sozinha.


Sempre gostei de filosofia!*

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Size matters.



Fazemos tudo para ser felizes. Criamos expectativas, adaptamos expectativas, reformulamos tudo à nossa volta para nos fazermos caber na realidade que resta. Dêem-nos uns Louboutins um número abaixo e é ver-nos caminhar levemente, num sofrimento feliz que ninguém à nossa volta consegue sequer supôr.

O que ainda não aprendemos é que, no final do dia, a única coisa que sobra dessa caminhada são bolhas e feridas. E no dia seguinte essa é, provavelmente, a única coisa que conseguimos recordar. 

Portanto minha gente, escolham bem as vossas batalhas, uns sapatos à vossa medida que vos deixem correr e saltitar a estrada que escolherem, uns sapatos que tenham a mesma vontade que vocês, que queiram correr a mesma corrida e batalhar a mesma batalha.*


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O bom, o mau e o vilão.



Existem três espécies de homens classificadas: os bons, os maus e os vilões. Reza a história que os bons são espécies raras e difíceis de encontrar. Isso explica, obviamente, que a espécie feminina se tenha visto forçada a desenvolver a sua estratégia adaptativa mais característica: na dúvida, acredita-se sempre que há um lado bom escondido em todos os maus e vilões. Ou porque é que será que uma das nossas frases preferidas é "ele vai mudar..."?! E porque é que desde pequenas nos contam a história do sapo que se transforma em príncipe?! Hum?!

Tenho para mim, que essas tretas de sapos, príncipes e princesas deviam ir todas para o galheiro. Experimentem lá beijar um sapo peçonhento, a ver como vos deixa a boquinha.*


As espécies representadas na fotografia estão obviamente em vias de extinção. São dos bons, e estão out of the market. Sorry!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Overthinking.





Demasiadas palavras. Demasiados pensamentos. Demasiados minutos. Demasiado ar.

Ou então estou só naquela altura do mês. O que não deixa de ser uma bela merda.*


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Certeza.




Fugir para longe de tudo. Arranjar uma carripana, uma casinha à beira do canal com um jardim e uma horta. Uma salamandra para os dias frios. Trabalhar em qualquer coisa. Aprender aquela língua em que faltam sempre vogais. Começar de novo. E ter a certeza que vais lá estar para conduzir a carripana, tratar do jardim, acender a salamandra, e dizer-me que vai correr tudo bem.*

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Flutuações.



Hoje vai haver disto. Porque sim. Porque faz falta. Porque gosto de vocês. Porque vocês me fazem bem. E sobretudo, porque me fazem sempre bem. Sem flutuações de humor e de vontade. E porque com vocês, a única coisa que flutua são mesmo os balões e, a partir de certa hora, as nossas cabeças também.

Até já!*

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Preâmbulo.



A restaurant week tem sido aquele evento que me faz pensar em boa companhia, aventuras gastronómicas pouco surpreendentes e dramas do coração. Ainda assim, mesmo com todas as apostas contra, já estou a contar os minutos.

E posto isto, estabelecem-se as devidas prioridades: hoje gerem-se expectativas, amanhã gerem-se consequências.

Wish me luck.*

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Performance Management.



Hora de reavaliar objectivos. Redefinir estratégias e planos de desenvolvimento.
Os tais quilinhos a mais, talvez no próximo ano... Entretanto, uns passeios pelo jardim da Estrela depois do gelado na Artisani tem sido uma best practice com efeitos motivacionais evidentes e um impacto na performance claramente positivo. Tenho dito.

E posto isto... devia mesmo era voltar à consultoria.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Wishful thinking.




Wishful thinking is the formation of beliefs and making decisions according to what might be pleasing to imagine instead of by appealing to evidencerationality  or reality. Studies have consistently shown that holding all else equal, subjects will predict positive outcomes to be more likely than negative outcomes.

In Wikipedia, o poço da sabedoria...


Já vos tenho vindo a dizer há muito tempo e nos mais variados contextos, que é tudo uma questão de expectativas. O raio das expectativas. Chiça.*

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dos motoristas e outras profissões.



Sabem aquela técnica da psicologia de reorientar o "talento" das pessoas para fins que sejam mais benéficos para os outros e para si próprios?!
Tipo, o gajo com tendências incendiárias/piromaníacas daria um excelente bombeiro?! Ou aquele personagem das Mentes Criminosas que tinha tendências homicidas e por isso fazia parte da equipa de investigação porque ninguém melhor que ele conheceria a mente de um criminoso?!
Pois.
Tenho para mim que talvez os senhores motoristas da Carris devessem prestar um qualquer serviço no autódromo do Estoril. Tipo fazer a rodagem aos carros para não criarem ferrugem entre as corridas. É só porque um dia destes ainda vamos dar com o 709 dentro do coreto do jardim da Estrela ou com o 74 aterrado nos Alunos de Apolo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Não foi preciso tarot nem bola de cristal.



Eu disse que um dia ia fazer isto.
Parece que querer é só o que é preciso.
E tudo o que vem antes e depois, é bullshit!*

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Depois de casa arrombada...




...trancas à porta.
É o que se diz.
Fool me once, shame on you... fool me twice, shame on me.
Neste caso, shame on me muitas vezes.*

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ponto de encontro.



Damos voltas e voltas à procura do que queremos. Questionamos a vida, o ar que respiramos e o mundo inteiro. Mandamos tudo às urtigas porque não houve sinal divino que nos garantisse que era por ali. Não fazemos o que nos apetece para fazermos antes o que é suposto e correcto e melhor e seguro e inofensivo. Fugimos com medo de compromissos definitivos, quando o definitivo é apenas um estado temporário. Para no final, depois de muitos círculos sobre nós próprios e já suficientemente perdidos, descobrir-mos que o que procuramos esteve sempre ali. Overthinking.

PS. Se não estivesse falida... oferecia-te um GPS.

  

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O bom filho a casa retorna.


Oficialmente de regresso ao melhor bairro de Lisboa!
Condições mínimas asseguradas, aka cama, sofá, televisão e frigorífico.
Gosto de mudanças. Entrar numa casa vazia e preencher os espaços como bem se entender. Deitam-se foras as tralhas que se foram acumulando, guardam-se as que são importante, recuperam-se outras que se pensavam perdidas.
Gosto de mudanças. Já tinha dito isto hoje? É certo que os meus poucos músculos ainda se ressentem do esforço a que o ikea obriga, mas a julgar pela amostra, parece-me que vou/vamos ser muito feliz/felizes aqui.*

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Do you speak Starbucks?




Um ano e meio após a primeira tentativa, que acabou numa explicação de vários minutos sobre todos os ingredientes que queria dentro do copo, hoje voltei a arriscar.
"É um skinny vanilla latte por favor."
Mensagem percebida e pedido satisfeito em menos de 5 minutos.
Portugal está a evoluir! Podemos estar na bancarrota, mas já falamos Starbucks.*

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hoje estou assim...



Com vontade de entrar e não voltar a sair.
Não sei se vá não sei se fique.*

@ Bruges... ou talvez Ghent... lá para aquela zona...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

May the force be with you.




Tenho para mim que esta bem que podia ser uma imagem retirada do Star Wars! Assim sendo, queridos Jedis, may the force be with you... pelo menos à sexta feira, enquanto se espera e desespera para que o fim de semana chegue mais cedo!

(E tragam-me de lá o Darth Vader que a julgar pela amostra os mais ruinzinhos são normalmente os meus preferidos. Assim como assim, já tenho sapatos para dar conta do recado.)



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O que vai e o que fica.




Porque nada é definitivo. Porque não há histórias intermináveis. Porque ninguém acredita inequívoca e permanentemente.
Por entre tudo o que vai e tudo o que fica, há histórias que ficam para sempre. Amigos, praia, copos, risos escancarados, silêncios confortáveis, música e as pessoas que se redescobrem em caras habituais. E isso basta. Complicar para quê?*


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sentido.




Há coisas que só fazem sentido juntas. 
Paris não seria a mesma sem estes dois, as cores não seriam iguais, e a vista da varanda seria só mais uma. Não importa quem são, nem de onde vêm, nem há quanto tempo se conhecem ou quantas vezes tiveram que se reencontrar até se encontrarem de facto. Não importa. Faz sentido. E vão ficar sempre ali. Pelo menos para mim.
Entre o caos e a desordem, todos procuramos o mesmo. Norte. Sentido. Pilares.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não há tempo a perder.




Que o diga a minha vizinha da frente no metro desta manhã, que aproveitou cada segundo da viagem para depilar a sobrancelha. Mulher sofre mas não desce!... Bom. Pois. Certo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Irreversível



Agora que experimentei não quero outra coisa. E porque os festivais de verão provocam qualquer coisa de irreversível, já se fazem planos para o próximo ano.
Há quem encontre crises de meia idade ao aproximar-se dos 30 anos. Eu encontrei isto! E tão depressa não largo.

@Sudoeste 2011


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O nervoso miúdinho...



... tende a criar problemas deste género. As palavras deixam de fazer sentido, a construção frásica anda pelas ruas da amargura, e cada letra é um som desconhecido que não encaixa em lugar nenhum. Daqui a nada estou a emitir sons que não parecem corresponder a qualquer linguagem alguma vez conhecida.
Dislexia típica de um first date.
Good luck for me.*

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Diz-se por aí...



... que só se encontra quando se pára de procurar...
E até lá?! A espera é um tédio.*

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sempre a tempo...



... de uma nova primeira vez! Porque nunca é tarde, porque as boas surpresas são (normalmente) benvindas, e porque nunca são demais as vezes que desafiamos o hábito.

E por isso, no último fim de semana foi aqui que estive em casa!

Foi chato comer pó e tomar banho de água fria? Foi. Horas para ir e voltar da praia? Pois claro. Valeu a pena? Cada segundo.
A repetir. E repetir. E voltar a repetir.


@Super Bock Super Rock 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Está na hora...



Parar. Pensar. Olhar para a esquerda. Para a direita. E fazer-se à estrada. Sem olhar para trás.*

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Gipsy kings



Se há coisa pela qual tenho uma paixão assolapada é por esta vidinha de cigano. Talvez seja apenas platónica, mas a verdade é que lá por casa ainda há malas por desfazer...*

terça-feira, 19 de abril de 2011

Abertura fácil



Gira, leve, solta, bubbly, acessível, easy going. Está logo ali e não dá trabalho nenhum. Não exige acessórios nem investimento adicional. Faz-nos rir, destrava a língua, e faz disparar o grau de conforto na mais desconfortável das situações. Quem inventou esta carica espectacular só podia ter uma coisa em mente: ficar feliz depressa e sem muito trabalho.

Ora, também nós (eu!) devíamos de vir com uma carica destas incorporada! Por aqui funciona tudo ao contrário... Trava-se a língua e não se sabe onde pôr as mãos. É bom que se encontrem os acessórios adequados para não danificar a carica, e é para manusear com jeitinho, não vá a garrafa escorregar das mãos e fazer-se em bocadinhos. Dá demasiado trabalho? Dá. Faz parte. Temos pena!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Great beginnings...




E quando o dia começa assim?! Hein?...
Isto de se chegar ao trabalho e ter uns mimos destes à nossa espera tem muito que se lhe diga. E é ver os grandes autores da praça a tecerem teses elaboradas sobre técnicas de motivação, para depois bastar uma coisa assim tão simples. Uns quantos pares de sorrisos e um raminho de flores.
Bela forma de se começar o dia.

terça-feira, 29 de março de 2011

Plano de intenções


Um dia faço-te o jantar. Um dia visto o teu pijama. Um dia escrevo só para ti. Um dia levas-me a passear. Um dia acordo ao teu lado. Um dia faço-te ervilhas com ovos escalfados. Um dia dou-te um beijo daqueles. Um dia partilhamos uma gaveta. Um dia passamos o dia de pijama no sofá. Um dia vamos acampar. Um dia alguém te vai inventar. E mais não digo.*

segunda-feira, 21 de março de 2011

Há mar e mar...




... há ir e voltar.
E aqui é onde se volta sempre que voltar a casa faz falta.

Não há mar mais gelado, nem ventinho mais apurado, nem correntes mais imprevisíveis. E mesmo assim, não saberia viver sem ela. Esta tendência para as relações difíceis... Chiça!*

@Ericeira

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hajam livros...



"... adorava espanar a poeira dos velhos calhamaços; o seu gesto constituía uma maneira subtil de não esquecer que também se havia de transformar em pó."

in Moby Dick

segunda-feira, 14 de março de 2011

Não porque sim, sim porque não...


Porque quando está frio só queres que os dias de verão cheguem depressa. Porque quando é Verão mal podes esperar por voltar a pôr o gorro e a camisola de lã. Porque se viraste para a direita, não consegues parar de pensar no que encontrarias se tivesses escolhido a esquerda. Porque se é vermelho, agora querias mesmo que fosse branco. Porque se tens carro, o que mais desejas é ir todos os dias de bicicleta para o trabalho...

E as coisas passam-se sem dares por elas. Inconformismo patético.

sexta-feira, 11 de março de 2011

E já que se fala de literatura...

... Um bocadinho de poesia para terminar a noite...

by Anthropologie



Ou a teoria de porquê se arrastar até ao Rockefeller center numa lazy Sunday afternoon. Love it. And miss it. A lot.*
http://www.anthropologie.eu/europe/page/home


quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais uma viagem...



...das grandes e há muito esperadas. Sofá e manta a postos, pijama e pantufas em posição, e estamos prontos a descolar.

Ainda mal conheço o Ismael, e já sei que perdemos demasiado tempo.
E o primeiro capítulo acaba assim...

"Sem ignorar o que é bom, apercebo-me depressa do horror das coisas e adapto-me a elas - se me deixarem - pois convém manter boas relações com todos os moradores da casa onde habitamos."
(Moby Dick, Herman Melville)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Jailed



Porque ás vezes se fica assim. Entre grades. A saída bem ali à frente, óbvia, mas por mais que nos contorçamos, por mais que se tente um processo de metamorfose qualquer, aquela saída não nos serve.
E porque não há forças, ou vontade, ou porque simplesmente nos fechamos nesse perímetro tão confortável, as grades sobrevivem intactas e fica-se assim. Às vezes. Nem sempre.

Thank you for the sun


Um amigo partilhou este vídeo comigo a propósito do post anterior.
Daqueles amigos com quem, mesmo à distância, com anos entre cada "visita", se tem a mesma familiaridade de ontem e o à vontade para todos os disparates possíveis.

Não tenho muito hábito de partilhar músicas (aliás, faz-me sair um bocado da lógica da coisa!). Também não sou grande fã de Oasis. Mas porque sou fã deste amigo, aqui fica.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lisboa tem dias assim...



...cheios de luz, cheios de sol, cheios de azul.
Aqueles primeiros dias de Primavera que nos fazem acreditar. Aqueles primeiros dias que trazem promessas de outros dias. A cidade tem este poder.

E foi o que fiz. Daqui ao Bairro Alto, passando pelo Príncipe Real para espreitar a feira de antiguidades, comprar chá na MOY, a exposição de fotografia no Chiado, o regresso no 28... Nada mudou, mas esta luz diz-me que há qualquer coisa à distância da próxima esquina.*